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A Marcha dos Pingüins
Dirigido por Luc Jacquet. Narrado por Charles Berling, Romane Bohringer e Jules Sitruk.
Aos créditos finais deste emocionante documentário, ao som da bela canção de Emilie Simon, "All is White", controlei-me para não chorar. Afinal, o filme me fez rir, torci pelos pingüins nos momentos difíceis, me sensibilizou de uma maneira que muitos dos filmes ultimamente não conseguem. E isso é raro, já que se trata do primeiro longa-metragem de 2006 e ainda mais um documentário. Filmes emocionantes? Muitos. 2 Filhos de Francisco, Crash - No Limite, King Kong... Porém, me encantei com ele nas duas versões que eu assisti - a brasileira que tem uma dublagem competente e a francesa, que possui uma voz energética, algo a mais.
O documentário conta a história da marcha do pingüim-imperador. Desde a sua marcha até um local onde fazem a dança anual, ou seja onde acontece a reprodução até as viagens que os machos e fêmeas fazem de um canto para o outro. Quando nascem os filhotes, vemos o quão eles sofrem, pois obrigado a se afastarem dos machos e algumas fêmeas, eles são obrigados a se tornarem independentes. E é nisso que o documentário acerta.
O primeiro acerto é a maneira com que Luc Jaquet o conduz. Ao invés de ter um narrador fixo, contando o que acontece com os animais, detalhadamente, ele pega uma das famílias de pingüins e coloca três narradores - um homem, uma mulher e uma criança - que se colocam no ponto de vista das aves. Então, quando assistimos, por exemplo, a marcha, não é erro de legenda quando lemos a seguinte frase: "Estamos quase chegando". O "estamos" aí é o pingüim, em questão.
A fotografia do filme é um atrativo a parte. Ele captura quadros detalhados de tudo, desde a dança de acasalamento até o nascimento do filhote, que aos poucos, vai quebrando a casca, até o próprio carinho de mãe. Ou então quando torcemos pelos pingüins contra os predadores, podemos ver de pertinho a tortura das aves maiores, a agressividade dos peixes maiores, que são chamados de monstros. E fica óbvio que o diretor sofreu para pegar cada um doa quadros, cada pingüim em sua melhor forma, por isso, ponto para Jaquet.
Os cenários são lindos. Vemos cada geleira, a equipe francesa conseguiu pegar as partes mais belas de um lugar que realmente tem muito para mostrar. Colocando o amor familiar como o foco das várias marchas dos pingüins-imperadores, o documentário é excepcional, muito melhor do que muito filme por aí, merece ser visto por todos. E olha que este é apenas o primeiro filme do diretor Luc Jaquet, guardem bem esse nome, guardem bem...
(9,0)
Todos os filmes assistidos que foram lançados comercialmente no Brasil em 2005:
1 - Adorável Júlia (Being Julia, 2004) - **** (8,0)
2 - Alexandre (Alexander, 2005) - * (50)
3 - Amaldiçoados (Cursed, 2005) - * (20)
4 - Ameaça Invisível - Stealth (Stealth, 2005) - * (35)
5 - Amor Para Sempre (Enduring Love, 2004) - *** (70)
6 - Assalto a 13ª DP (Assault on 13ª Preccint, 2005) - *** (70)
7 - O Aviador (The Aviator, 2004) - ***** (90)
8 - Batman Begins (Batman Begins, 2005) - ***** (90)
9 - Brigada 49 (Ladder 49, 2004) - **** (85)
10 - Caiu do Céu (Millions, 2005) - ***** (85)
11 - A Casa de Cera (The House of Wax, 2005) - *** (65)
12 - O Castelo Animado (Howl´s Moving Castle, 2005) - ***** (90)
13 - O Chamado 2 (The Ring 2, 2005) - ** (50)
14 - A Chave Mestra (The Skeleton Key, 2005) - *** (75)
15 - O Clã das Adagas Voadoras - ***** (85)
16 - Closer: Perto Demais (Closer, 2004) - ***** (85)
17 - Constantine (Constantine, 2005) - **** (80)
18 - Crash: No Limite (Crash, 2005) - ***** (95)
19 - As Crônicas de Nárnia: O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa - **** (80)
20 - Cruzada (Kingdom of Heaven, 2005) - **** (80)
21 - Desventuras em Série (Lemony Snicket´s A Serie of Unfortunate Events, 2004) - **** (80)
22 - Deu Zebra! (Racer Stripes, 2005) - *** (65)
23 - 2 Filhos de Francisco (2 Filhos de Francisco, 2005) - ***** (90)
24 - Entrando Numa Fria Maior Ainda (Meet The Fockers, 2005) - ** (55)
25 - Elektra (Elektra, 2005) - * (25)
26 - Em Boa Companhia (In Good Companhy, 2005) - **** (80)
27 - Em Busca da Terra do Nunca (Finding Neverland, 2004) - ***** (90)
28 - A Família da Noiva (Gues Who?, 2005) - ** (55)
29 - A Fantástica Fábrica de Chocolate (Charlie & The Chocolate Factory, 2005) - **** (80)
30 - O Galinho Chicken Little (Chicken Little, 2005) - ** (50)
31 - O Grito (Ju-On: The Grudge, 2004) - ** (45)
32 - Guardiões da Noite (Night Watch, 2004) - *** (75)
33 - Guerra dos Mundos (War of The Worlds, 2005) - *** (70)
34 - O Guia do Mochileiro das Galáxias (The Hitchcicker´s Guide to The Galaxy, 2005) - **** (80)
35 - Harry Potter e o Cálice de Fogo (Harry Potter and the Goblet of Fire, 2005) - ***** (90)
36 - Herói - ***** (90)
37 - Hitch - Conselheiro Amoroso (Hitch, 2005) - *** (70)
38 - Hora de Voltar (Gardener State, 2004) - **** (8,5)
39 - Horror em Amityville (Horror in Amityville, 2005) - *** (70)
40 - Hotel Ruanda (Hotel Rwanda, 2004) - ***** (90)
41 - A Ilha (The Island, 2005) - *** (70)
42 - A Intérprete (The Interpeter, 2005) - ** (60)
43 - O Jardineiro Fiel (The Constant Gardener, 2005) - ***** (90)
44 - Jogos Mortais (Saw, 2004) - **** (80)
45 - Jogos Mortais 2 (Saw 2, 2005) - **** (80)
46 - King Kong (King Kong, 2005) - ***** (95)
47- Kinsey - Vamos Falar de Sexo (Kinsey, 2004) - **** (80)
48 - O Lenhador (The Woodsman, 2004) - ***** (8,5)
49 - Madagascar (Madagascar, 2005) - *** (75)
50 - Marcas da Violência (A History of Violence, 2005) - ***** (85)
51 - O Massacre da Serra Elétrica - *** (70)
52 - Menina de Ouro (Million Dollar Baby, 2004) - **** (80)
53- A Noiva-Cadáver (The Corpse Bride, 2005) - ***** (90)
54 - Oldboy - ***** (90)
55 - A Outra Face da Raiva (The Upside of Anger, 2005) - **** (75)
56 - Penetras Bons de Bico (Wedding Crashers, 2005) - ***** (85)
57 - Pokémon 4 - Viajantes do Tempo (Pokemon 4Ever, 2002) - *** (70)
58 - Quarteto Fantástico (Fantastic Four) - *** (65)
59 - Quatro Irmãos (Four Brothers) - ** (60)
60 - A Queda: As Últimas Horas de Hitler (Der Utergang, 2004) - ***** (90)
61 - Ray (Ray, 2004) - *** (75)
62 - Robôs (Robots, 2005) - **** (80)
63 - O Segredo de Vera Drake (Vera Drake, 2004) - ***** (90)
64 - O Senhor das Armas (Lord of War, 2005) - **** (80)
65 - Sideways - Entre Umas e Outras - ***** (90)
66 - Sin City - A Cidade do Pecado (Sin City, 2005) - ***** (90)
67 - A Sogra (Monster in Law, 2005) - * (10)
68 - Sr. e Sra. Smith (Mr. And Ms. Smith, 2005) - **** (80)
69 - Star Wars: Episódio 3 - A Vingança dos Sith (Star Wars: Episode III ¿ The Revenge of Sith, 2005) - ***** (90)
70 - Terra dos Mortos (Land of the Dead, 2004) - **** (80)
71 - Violação de Privacidade (The Filmmaker) - **** (85)
72 - Vôo Noturno (Red Eye, 2005) - ***** (85)
73 - Wallace e Gromit: A Batalha dos Vegetais (Wallace e Gomir: The Curse of Were-Rabitt, 2005) - **** (85)
A lista segue ainda hoje. Até!
Globo de Ouro 2006
Melhor Filme - Drama
O Segredo de Brockeback Mountain
Já estava mais que esperado. Preferiria que O Jardineiro Fiel levasse, mas ainda não assisti a Brockeback então, sem mais comentários. Ainda assim, faltava King Kong e Crash - No Limite na lista dos indicados.
Melhor Ator - Drama
Philip Seymour Hoffman, Capote
Outro que eu já esperava. Ele mereceu, depois de tantos filmes e não muito prêmios que reconhecem seu excelente trabalho de atuação, Philip Seymour Hoffman consegue levar este.
Melhor Atriz - Drama
Felicity Huffman, Transamérica
Eu estava em dúvida entre ela e Charlize Theron, mas gostei da escolha. Indicação ao Oscar na certa.
Melhor Filme - Comédia/ Musical
Johnny e June
Melhor Ator - Comédia/ Musical
Joaquin Phoenix
Melhor Atriz - Comédia/ Musical
Reese Whiterspoon, Johnny e June
Apesar da horrível tradução, Johnny e June consegue emplacar na corrida para o Oscar com três prêmios de Globo de Ouro, ta aí uma boa coisa.
Melhor Ator Coadjuvante
George Clooney, Syriana
Não esperava muito, mas...
Melhor Atriz Coadjuvante
Rachel Weisz, O Jardineiro Fiel
Ela merece! Ela merece! Com certeza, mais que merecidíssimo. Pelo menos o filme de Meirelles ficou com alguma coisa.
Melhor Direção
Ang Lee, O Segredo de Brockeback Mountain
Foi a hora dele.
Melhor Roteiro
Larry McMurtry e Diana Ossana, O Segredo de Brockeback Mountain
Apostava em Boa Noite, Boa Sorte e em segundo Crash - No Limite. Não, não fiquei feliz com a escolha.
Melhor Trilha-Sonora Original
John Williams, Memórias de Uma Gueixa
Ah, qual é? Em primeiro lugar, nem deveria ter sido indicado. Essa trilha é parada e chata, King Kong desbanca fácil, fácil...
Melhor Canção Original
"A Love That Will Never Grow Old", O Segredo de Brockeback Mountain
Ainda que eu tenha gostado da escolha, achei que a estaueta iria para Transamérica.
Melhor Filme Estrangeiro
Paradise Now, Palestina
Achei que iria para Tostsi.
Prmêmio Cecil B. DeMille
Anthony Hopkins
100 filmes. Um bom ator
Desculpem a demora para atualização, tive pequenos problemas com o meu computador. Bom, agora tudo está resolvido. Segue uma lista dos Melhores e Piores do ano de 2005. Hoje, após o Globo de Ouro e a divulgação dos resultados, segue uma lista com todos os filmes exibidos de 2005 que eu consegui assistir. Bom, até mais ;)!
Os Melhores
1 - King Kong (95)
2 - Crash - No Limite (95)
3 - O Jardineiro Fiel (90)
4 - Hotel Ruanda (90)
5 - 2 Filhos de Francisco (90)
6 - Batman Begins (90)
7 - Oldboy (90)
8 - A Queda: As Últimas Horas de Hitler (90)
9 - Herói (90)
10 - O Castelo Animado (90)
Os Piores
1 - A Sogra (10)
2 - Amaldiçoados (20)
3 - Elektra (25)
4 - Ameaça Invisível - Stealth (35)
5 - Alexandre (50)
6 - O Amigo Oculto (50)
7 - O Grito (50)
8 - O Galinho Chicken Little (50)
9 - A Família da Noiva (55)
10 - O Chamado 2 (55)
Merecem Destaque:
O Aviador (90)
Caiu do Céu (85)
Closer: Perto Demais (85)
Em Busca da Terra do Nunca (90)
Harry Potter e o Cálice de Fogo (90)
Marcas da Violência (90)
A Noiva-Cadáver (85)
Penetras Bons de Bico (85)
O Segredo de Vera Drake (90)
Sideways - Entre Umas e Outras
Sin City - A Cidade do Pecado (90)
Star Wars: Episódio III - A Vingança dos Sith (90)
Wallace e Gromit: A Batalha dos Vegetais (85)
Esperava Mais:
Entrando Numa Fria Maior Ainda (55)
A Ilha (70)
A Intérprete (60)
Guerra dos Mundos (70)
Quarteto Fantástico (60)
Quatro Irmãos (60)
Ray (70)
King Kong (2005)
Dirigido por Peter Jackson. Com: Naomi Watts, Jack Black, Adrien Brody, Andy Serkins, Jamie Bell, Kyle Chandler, Lobo Chan, Thomas Krestchmann, Evan Parke, Colin Hanks e John Sunner.
Após o sucesso estrondoso - e merecido - da trilogia O Senhor dos Anéis, o estúdio deu sinal verde para o diretor Peter Jackson realizar seu sonho cinematográfico: fazer uma refilmagem de seu filme favorito, um clássico de 1933 de nome King Kong. Bom, reconstruir um gorilão daquela época com os efeitos especiais da atualidade seria algo fácil, ainda mais com a perfeição criada por Gollum. Agora, reconstruir um roteiro que agradasse tão bem quanto aquele clássico seria uma tarefa muito difícil, um verdadeiro desafio para qualquer diretor.
Um cineasta vai até uma ilha com seu elenco com a intenção de rodar seu filme lá, porém eles acabam conhecendo um lugar de terror e com criaturas estranhas, como dinossauros e larvas mutantes. Até que um grupo de nativos acaba pegando a atriz do filme, Ann Darrow para um sacrifício a um gorila gigante, que é o nosso aclamado King Kong. Porém, a criatura acaba se encantando com a beleza da garota e a leva em suas aventuras por dentro da ilha.
Para Jackson, o desafio fora superado. Conseguira equilibrar as cenas de ação - que, como posso descrever? Ah sim: adrenalina pura - e a história com maestria, domando a própria fera. A direção do filme é excelente, arrasadora, para deixar qualquer estúdio orgulhoso e produtor com o queixo caído. Assim como em O Senhor dos Anéis, Jackson consegue criar cenas de tensão e ação, equilibrar as histórias e usar os efeitos visuais e tudo o mais sem tirar a atenção do público para a história principal. E Peter mostrou-se não só hábil e um verdadeiro diretor de cinema como também mostrou paixão pelo que faz, dominou sua ansiedade com o projeto e a insegurança que muitos diretores têm em questão de ser uma refilmagem, se vai dar certo ou errado, para ele não importa. Seu maior sonho fora realizado.
Se não bastasse, o filme acerta no elenco também, que contribui imensamente para cada minuto dessa superprodução valer a pena. Começando por Naomi Watts que nunca deixa ser levado por uma personagem emotiva, que nunca deixa de demonstrar sua insegurança o quanto o macaco, seu medo e também seu carinho pela criatura de uma forma tão convincente, que na minha opinião, supera a atuação apenas boa de Hilary Swank em Menina de Ouro. Enquanto Adrien Brody funciona bem, principalmente com sua química com todos os personagens - e francamente, química é o que não falta por parte de todo o elenco - e também consegue criar um homem firme, corajoso e apaixonado e eu sinceramente, a escolha perfeita. Porém, outro que rouba a cena pela sua energia é Jack Black, mesmo em filmes dramáticos ele ainda consegue provocar risos.
E por falar em risos, são vários os momentos de humor. Parece que o roteiro nos avisa no início do filme, com um certo tom de ironia: "Ria enquanto pode". É engraçado ver Ann tentando conquistar o macacão, para ele não come-la. Enquanto isso, o roteiro ainda aborda as dificuldades de todos os personagens, sem envolver muito. Escrito a seis mãos, duas de Jackson - ele também contribuiu escrevendo O Senhor dos Anéis - nada de clichês ou diálogos demasiados ruins. Enfim, um verdadeiro exemplo de um roteiro de não só de refilmagem, mas de um verdadeiro filme, que envolve drama e aventura, comédia e romance e tudo o mais.
A parte técnica, em especial, está perfeita. A edição do filme está excelente, sem ela com certeza Jackson não desenvolveria a façanha de se movimentar - vamos dizer assim - entre as histórias livremente. Nas lutas, perfeitas, a fotografia também contribuiu bastante, graças aos excelentes movimentos das câmeras e rotações. Se você acha que era bom se aventurar em Titanic, tente acompanhar King Kong, sim, uma das melhores aventuras cinematográficas que eu já vivi. A direção de arte, a trilha sonora, tudo em perfeito alcance e o ritmo do filme, apesar de suas três horas, é muito bom, passa voando.
Enfim, ao lado de Crash - No Limite, um dos melhores filmes do ano.

Harry Potter e o Cálice de Fogo (Harry Potter And The Goblet of Fire, 2005)
Dirigido por Mike Newell. Com: Daniel Radcliffe, Rupert Grint, Emma Watson, Michael Gambon, Timothy Spall, David Tennant, Maggie Smith, Alan Rickman, Robbie Coltrane, Brendan Gleeson, Miranda Richardson, Robert Pattinson, Jason Isaacs, Matthew Lewis, Warwick Davis, Frances de la Tour, Gary Oldman, Ralph Fiennes.
Antes de me referir a Harry Potter como adaptação do livro para o cinema, falarei como um fã da série que simplesmente leu o livro. Para quem acompanha a saga do bruxo desde a primeira aventura no papel, sabe muito bem que os cortes são necessários demais em qualquer adaptação, um bom exemplo é o recente O Senhor dos Anéis. Então, a narrativa do filme referindo-se ao livro é muito, mas muito rápida. Não afirmo ter sentido falta dos Dursley na história ¿ para quem não sabe, os tios rabugentos de Harry simplesmente não aparecem ¿ e tampouco atrapalham o fluxo da narrativa, porém há alguns elementos que foram excluídos totalmente no roteiro. Como explicar a aparição rápida e queimada de Sirius? Ou... Cadê Winky e Bergman? Personagens que realmente são importantes e que foram excluídos, ou então a adição de mais uma pessoa na Casa dos Riddle ¿ não vou dizer quem para não atrapalhar as surpresas.
Agora, uma coisa os fãs tem que concordar comigo, há algumas cenas que funcionam e muito. A cena da primeira tarefa é realmente espetacular, vendo Harry percorrer com sua Firebolt os céus fugindo do Dragão e a minha favorita, a do Baile de Inverno, que acaba por mostrando uma relação mais forte de Hermione com Rony e vice-versa. Rendeu uma produção bem melhor do que A Pedra Filosofal e A Câmara Secreta, também um pouco mais séria do que suas anteriores, mas ainda falta um pouco para chegar aos pés de Prisioneiro de Azkaban, melhor filme da franquia até agora.
Um pouquinho pior do que o anterior o filme peca em estabelecer algumas coisas que não ficaram legais. Quanto a personalidade de Dumbledore e a atuação um pouco exagerada de Emma Watson que interpreta Hermione? Como fica? Eu sempre gostei das atuações do trio principal e continuo gostando, gostando de cada um deles. Nos três primeiros filmes, Emma Watson realmente atuou brilhantemente como Hermione, porém no quarto um pouco de insegurança da atriz acaba criando uma bruxinha nervosa e insegura do que faz e além do mais a impressão que se tem é de ela gostar de Harry, Rony e Krum ao mesmo tempo, o que era para virar amizade acaba por virando uma coisa muito mais forte do que se pensava, principalmente com Harry, que é só amizade mesmo. A cena do Baile deixa bem claro que ela está em dúvida entre Krum e Rony, o que era para ser a impressão, mas esses laços são um pouco esquecidos no roteiro e ele não reata a relação difícil entre ela e Rony.
Mas por outro lado, Ruper Grint está genial como Rony Weasley, melhor até do que Daniel Radfcliffe que está se mostrando um bom ator, seguro e perfeito para o papel de Harry Potter. Eu gostaria tanto de dizer que o destaque do filme fica para o trio principal, mas é impossível, quem rouba a cena são dois atores simplesmente excepcionais nos papéis: o primeiro é um ator que havia encarnado dois vilões de épicos de uma maneira extremamente desconfortável, ¿péssimo ator¿, dizia eu. Mas ao interpretar o Olho-Tonto Moody, minha opinião mudou completamente, sua atuação é uma das melhores do ano em papéis coadjuvantes. Se por um outro lado o Olho-Tonto nos apresenta um personagem intenso e misterioso, ao contrário podemos dizer de Lord Voldemort interpretado por Ralph Fiennes que parece se divertir no papel do malvadão e cruel Senhor das Trevas. Um excelente ator não podia ter uma recepção melhor.
A parte técnica, como sempre é um atributo e tanto ao filme. Efeitos visuais do início ao fim, uma boa trilha sonora, maquiagens encantadoras e um figurino digno do mundo dos bruxos, Harry Potter e o Cálice de Fogo não é só mais um capítulo da série e sim um novo meio de transporte para o mundo mágico de Hogwarts. Bem-vindo, mais uma vez...
Mike Newell ainda não é o diretor ideal para dirigir a franquia mas francamente, de filmes para a TV para a telona ele se deu muito bem. E ainda assim conquistou ainda mais legiões e legiões de fãs, o quinto parece que vai ser muito, mas muito bom mesmo. A adolescência de Harry Potter em sua melhor forma.
Observação: Dia 25 a Meia-Noite o livro Harry Potter e o Enigma do Príncipe estará sendo vendido diretamente.

Filmes ::.
Stewart e Kelly: perfeitos na obra-prima de Hithcock, Janela Indiscreta.
Nada mais e nada menos do que 21 filmes que assisti recentemente::.
1) Com a Bola Toda (Dodgeball: A True Underdog Story, 2004)
Dirigido por Rawson Marchall Thurber. Com: Vince Vaughn, Christine Taylor, Ben Stiller, Rip Torn, Justin Long, Stephen Root, Joel Moore, Chris Williams, Alan Tudyk, Missi Pyle, Jamal Duff, Gary Cole, Jason Bateman, Hank Azaria e Chuck Norris.
Apenas divertidinho. As atuações de Vince Vaugh e Ben Stiller, e sua química são boas, o final bem aproveitado. Mas as melhores cenas são o campeonato de Queimada, não tão emocionantes, mas dá pra dar boas risadas com os jogos.
Nota: 6,5
2) O Corcunda de Notre Drame 2 (The Huntchback of Notre Dame 2, 2002)
Dirigido por Bradley Raymond. Com: Jasón Alexander, Jennifer Love Hewitt, Tom Hulce, Paul Kandel, Charles Kimbrough, Kevin Kline, Michael McKean, Demi Moore, Haley Joel Osment, Jane Withers, Jim Cummings, Joe Lala, Frank Welker, April Winchell e Newell Alexander.
A animação não parece tão boa quanto os clássicos da Disney, muito menos a trilha tão agradável quanto os antigos clássicos e o roteiro, o mais clichê possível, mas é divertido e mesmo assim um filme descomprometido. Eu adoro o primeiro Corcunda de Notre Drame, mas não precisava desta continuação. A direção fica por conta de Bradley Raymond, o mesmo de continuações como Pocahontas 2: Viagem a um Novo Mundo e O Rei Leão 3: Hakuna Matata, ambas obtiveram sucessos e aprovo as duas. Porém, a segunda aparte de O Corcunda de Notre Drame acaba por se entregar ao maravilhoso mundo de clichês das continuações. Bradley também dirigirá Toy Story 3, anunciado para 2008.
Nota: 5,5
3) Fale Com Ela (Hable con Ella, 2002)
Dirigido por Pedro Almodóvar. Com: Javier Câmara, Darío Grandinetti, Rosario Flores, Leonor Watling, Geraldine Chaplin, Mariola Fuentes, Paz Vega, Fale Matínez, Chus Lampreave, Elena Anaya, Caetano Veloso, Marisa Paredes e Cecília Roth.
Vejamos a equação: roteiro mais que original e fascinante de Pedro Almodóvar + a direção excelente de Pedro Almodóvar = um filme excelente de Pedro Almodóvar. Tudo funciona por aqui. Desde o roteiro até a direção, passando pelas ótimas performances de Dario Grandinetti e Javier Câmara. E não é a toa, Almodóvar é um dos grandes nomes do cinema europeu e já é reconhecido por todo o mundo. Este filme venceu mais que merecido, o Oscar de roteiro original em 2003.
Nota: 9,0
4) Festim Diabólico (Rope, 1948)
Dirigido por Alfred Hitchcock. Com: James Stewart, John Dall, Farley Granger, Cedric Hardwicke, Constance Callier, Douglas Dick, Edith Evanson, Dick Hogan e Joan Chandler.
Contando com um elenco excepcional e um ritmo meio lento, Festim Diabólico é um filme realmente grandioso. Principalmente pela presença do sempre excelente James Stewart, que trabalhava freqüentemente em filmes de Hithcock. O roteiro é muito bom, principalmente quando tudo vem à tona, as discussões do filme também são bastante inteligentes. Hithcock continua em forma - quer dizer, nos filmes...
Nota: 8,5
5) Os Incríveis (The Incredibles, 2004)
Dirigido por Brad Bird. Com as vozes de Craig T. Nelson, Holly Hunter, Samuel L. Jackson, Jason Lee, Spencer Fox, Sarah Vowell, Elizabeth Peña, Brad Bird, John Ratzenberger.
Simplesmente um dos melhores filmes de animação da História do Cinema. A história é muito original, que até conseguiu uma indicação ao Oscar, enquanto Ray roubou injustamente sua indicação a Melhor Filme - o mesmo posso dizer de Brilho Eterno, que também fora injustiçado.
Nota: 9,5
6) As Invasões Bárbaras
Dirigido por Denys Arcand. Com: Rémy Girard, Stéphane Rousseau, Marie-Josée Croze, Marina Hands, Dorothée Berryman, Louise Portal, Dominique Michel, Yves Jacques, Pierre Curzi.
Simplesmente merecedor de todos os elogios. Uma excelente análise dos dois lados da moeda, os subdesenvolvidos e os desenvolvidos. Em certo momento, o personagem de Stéphane Rousseau tenta corromper uma secretária do hospital, para mudar o quarto do pai. No entanto, a resposta da mulher é simples e direta: ¿Você acha que estamos no terceiro mundo?¿.
Nota: 9,0
7) Jackie Brown (1997)
Dirigido por Quentin Tarantino. Com: Pam Grier, Samuel L. Jackson, Robert Foster, Bridget Fonda, Michael Keaton, Robert De Niro, Michael Bowen, Chris Tucker e Quentin Tarantino.
Um filme regular de Tarantino, apenas isso. O ritmo do filme é irregular pra caramba e o roteiro tão pouco caracteriza os personagens, que mudam de personalidade o tempo todo. Fora as seqüências em que os personagens praticamente se ¿traem¿ ao mesmo tempo, reservando os segredos um para o outro, que procuram sempre fofocar para os outros. O final consegue ser frustrante. Pelo menos a trilha sonora e a direção de Tarantino conseguem ser impecáveis, o destaque fica para Samuel L. Jackson com o melhor personagem do filme.
Nota: 6,0
8) Janela Indiscreta (Rear Window, 1954)
Dirigido por Alfred Hitchcock. Com: James Stewart, Grace Kelly, Wendel Corey, Thelma Ritter, Raymond Burr, Judith Evelyn, Ross Bagdasarian, Georgine Darcy, Irene Winston e Alfred Hitchcock.
James Stewart está excelente nessa obra-prima de Hitchcock, uma produção onde o suspense é intensamente equilibrado. A presença da bela Grace Kelly, que não atua nada mal, fortalece ainda mais a presença. O suspense é inevitável e Hitchcock entra na minha lista de Melhores Diretores!
Nota: 9,0
9) Monty Python: Em Busca do Cálice Sagrado (Monty Python and the Holy Grail, 1975)
Dirigido por Terry Gilliam e Terry Jones. Com: Grahan Chapman, John Cleese, Eric Idle, Terry Gilliam, Terry Jones, Michael Palin, Connie Booth, Carol Cleveland, Neil Innes, John Young, Avril Stewart e Rita Davies.
Hilário. Talvez o filme mais engraçado da história - ele fora eleito pela revista Set, inclusive - e, certamente, uma produção que ficará na história. Como não rir quando os divertidos cavaleiros que falam "Ni" atacam Rei Arthur? Ou quando Lancelot bravamente invade o Castelo do Pântano e acaba cometendo uma verdadeira chacina? Pois é, uma boa pedida para quem rir de filmes que prestam. Diferente de Todo Mundo em Pânicos da vida...
Nota: 9,0
10) A Noiva-Cadáver (The Corpse Bride, 2005)
Crítica já publicada no blog.
Nota: 9,0
11) Pacto Sinistro (Strangers in a Train, 1951)
Dirigido por Alfred Hithcock. Com: Farley Granger, Ruth Roman, Robert Walker, Leo G. Caroll, Patricia Hithcock, Kasey Rogers, Marion Lorne, Jonathan Hale, Howard St. John, John Brown, Norma Varden, Robert Geist e Alfred Hithcock.
Com uma trama envolvente e original, mais uma vez Hitchcock faz esfriar nossa barriga ao mostrar tais seqüências que envolvem personagens totalmente opostos, enquanto um é extravagante e esperto o outro tenta ser o menos discreto possível, um dos melhores de Hithcock, com certeza.
Nota: 9,0
12) Os Pássaros (The Birds, 1963)
Dirigido por Alfred Hithcock. Com: Rod Taylor, Jessica Tandy, Suzanne Pleshette, Tippi Hedren, Veronica Cartwright, Ethel Griffies, Charles McGraw, Ruth McDevitt, Lonny Chapman, Doodles Weaver, Malcom Atterbury e Aldred Hithcock.
Mais uma obra prima de Hitchcock. Pássaros invadindo a cidade e causando pânico na população, pessoas gritando apavoradas, duvidando da existência do ataque dos pássaros e a publicidade que isso causa na vida das pessoas. Hithcock esfria a nossa barriga ao mostrar a cena final. É de esfriar a barriga. Realmente, o Mestre do Suspense.
Nota: 8,5
13) Pequenos Espiões (Spy Kids, 2001)
Dirigido por Robert Rodriguez. Com: Antonio Banderas, Carla Gugino, Alexa Veja, Daryl Sabara, Allan Cumming, Tony Shalhoub, Teri Hatcher, Cheech Marin, Robert Patrick, Danny Trejo, Mike Judge, Richard Linklaker, Guillermo Navarro, Johnny Reno, Shannon Shea e George Clooney.
Ótimo filme para quem procura apenas diversão. Relembre aqueles vilões de desenhos animados na qual conquistou gerações e gerações. Além do mais, os pequenos espiões são os pequenos espiões, certo?
Nota: 8,0
14) Perseguição (Joy Ride, 2001)
Dirigido por John Dal. Com: Steve Zahn, Paul Walker, Leelee Sobeski, Jessica Bowman, Stuart Stone, Brian Leckner, Kenneth White, Jim Beaver, Michael McCleery e Basil Wallace.
Gostei. Divertido filme de suspense. Ótima química entre Paul Walker e Steve Zahn, fora a prsença da gatíssima Leelee Sobeski, que está exuberante no filme. Há algumas coisas no roteiro mal colocadas, exceto pelo seu desfecho que é surpreendente. Enfim, um bom filme de suspense, só isso, nada mais.
Nota: 7,0
15) Psicose (Psycho, 1960)
Dirigido por Alfred Hithcock. Com: Anthony Perkins, Vera Miles, John Gavim, Martin Balsaman, Joh McIntire, Simon Oakland, Vaughn Taylor, Frank Albertson, Lurene Tuttle, Patricia Hitchcock e Janet Leigh.
Ao lado de Janela Indiscreta, um dos melhores filmes de suspense que eu já vi. Uma experiência visual fascinante, com um elenco de dar inveja a qualquer diretor do gênero - começando por Janet Leigh e terminando com Anthony Perkins, que tem a cara de lunático perfeita para o personagem.
Nota: 9,5
16) Quarto do Pânico (Panic Room, 2002)
Dirigido por David Fincher. Com: Jodie Foster, Kristen Stewart, Forest Whitaker, Dwight Yoakam, Jared Leto, Patrick Bauchau, Ann Magnuson, Ian Buchanan, Andrew Kevin Walker, Paul Schulze, Mel Rodriguez, Paul Simon, Ken Turner e Nicole Kidman.
Fincher realmente demonstrou grande interesse de sua parte neste thriller de suspense com Jodie Foster que dá uma presença a mais no longa. Confesso que fiquei apaixonado pela atriz, já a tinha gostado em Taxi Driver e com este longa então...
Nota: 8,5
17) O Que é Isso, Companheiro? (1997)
Dirigido por Bruno Barreto. Com: Alan Arkin, Fernanda Torres, Pedro Cardoso, Luiz Fernando Guimarães, Cláudia Abreu, Nélson Dantas, Matheus Natchergaele, Marco Ricca, Maurício Gonçalves, Caio Junqueira, Seton Mello, Eduardo Moscóvis, Caroline Kava, Fernanda Montenegro, Lulu Santos, Alessandra Negrini, Antônio Pedro, Milton Gonçalves e Othon Bastos.
Ótimo filme brasileiro que garantiu uma indicação ao Oscar de Filme Estrangeiro e que realmente me surpreendeu. Porém, um furo imenso é transformar o último ato em uma demonstração óbvia da preguiça do diretor ao mostrar os destinos dos personagens muito rapidamente, enquanto os personagens de Eduardo Moscóvis e Selton Mello simplesmente são esquecidos ao longo do filme, o que é realmente uma pena. Moscóvis aparece mais ou menos três vezes, enquanto Selton umas quatro ou cinco.
Nota: 8,0
18) Resistindo às Tentações (The Fighting Temptations, 2003)
Dirigido por Jonathan Lynn. Com: Cuba Gooding Jr., Beyoncé Knowles, Nigel Washington, Chloe Bailey, Demetress Long, Ann Nesby, Faith Evans, Melba Moore, LaTanya Wasington, Karry John Meyers, LaTanya Richards, Mike Epps e Lourdes Benedicto.
Apesar da atuação de Cooba Gooding Jr. ter sido indicada ao Framboesa, eu gostei. Aliás, destacando Beyoncé, a melhor do filme - não só pelo seu corpinho escultural, mas pela sua tocante voz também - e mostra que pode ser uma boa atriz, se for comandada por um diretor descente. Pena que neste filme o roteiro seja tão cheio de clichês.
Nota: 6,0
19) A Vida de Brian (Monty Python´s Life of Brian, 1979)
Dirigido por Terry Jones. Com: Grahan Chapman, John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones, Michael Palin, Terence Bayler, Carol Clevend, Keneth Colley, Neil Innes e John Young.
A segunda parte da trilogia é mais divertida que O Sentido da Vida, mas não possui ainda a mesma grandiosidade que possuía Em Busca do Cálice Sagrado, o que é uma pena. Porém, ainda tem aquelas piadas originais e coisas que somente a trupe do Monty Phyton poderia ter.
Nota: 9,0
20) Wallace e Gromit: A Batalha dos Vegetais (Wallace e Gromit: The Curse of Were-Rabbit, 2005)
Crítica já publicada no blog.
Nota: 8,5
21) The Wonders - O Sonho Não Acabou (That Thing You Do!, 1996)
Dirigido por Tom Hanks. Com: Tom Everett Scott, Liv Tyler, Jonnathon Schaech, Steve Zahn, Tom Hanks, Charlize Theron, Obba Babatundé, Giovani Rigbsy, Chris Ellis, Alex Rocco, Bill Cobbs, Peter Scolari, Rita Wilson, Chris Isaak, Robert Torti e Kevin Pollack.
Além de escrever o roteiro, Tom Hanks acaba por dirigindo e também atuando neste ótimo filme sobre a carreira de uma banda, a estrada para a fama e os problemas enfrentados por brigas e paixões. É falho no roteiro, que em sua segunda metade acaba se despencando, em alguma maneira, ao mostrar os destinos dos personagens.
Nota: 7,5
Estréia da Semana ::.
Guardiões da Noite (Nochnoy Dozor, 2004)
Dirigido por Timur Bekmanbetov. Com: Konstantin Khabenski, Vladimir Menshov, Mariya Poroshina, Galina Tyunia, Yuri Kutsenko, Aleksei Chadow, Zhanna Friske, Ilya Lagutenko, Viktor Verzhbitsky, Rimma Markova, Dmitry Martynov e Anna Slyusaryova.
Finalmente a Rússia vai entrar de vez na arte cinematográfica, agora apostando mais alto. Desta vez, em uma trilogia, adaptado da fantástica obra - dividido em três volumes - de Sergei Lukjanenko. Para quem tá sentindo falta de O Senhor dos Anéis ou esperar ver Neo se arrebentar com o Agente Smith em Matrix, tá aí uma nova espera. O filme causou tanto entusiasmo nas outras celebridades como Quentin Tarantino e até mesmo o diretor Danny Boyle. Parece mesmo que um novo sucesso está por vir e aqui no Brasil, certamente, irá fazer bastante sucesso, já que é um filme de vampiros e ainda mais uma trilogia.
A história, por sua vez, é interessantíssima. Esqueça os pavorosos Anjos da Noite - que ganha uma seqüência, injustamente - e Van Helsing, histórias enjoatvas e idiotas. Nesta superprodução russa, duas raças de vampiros, uma do dia, que bebe sangue de animais e a outra de noite, que se alimenta do sangue humano, acabam por guerreando em uma época distante. Porém, ao perceber a igualdade de ambos na batalha, um homem firma um pacto: durante o passar dos tempos, é válida a existência de guardiões. O guardião diurno passa a vigiar os vampiros para não atacar ninguém e beber sangue errado; os noturnos, a mesma coisa, só que no turno da noite. Enfim, o pacto é quebrado, quando os vampiros noturnos acabam causando problemas aos gurdiões. E Anton acaba entrando para a Luz e lutando contra as Trevas, mas ele ainda não sabe qual seu lado e agora tem de proteger um garoto que, ao que tudo indicado, parece ser o Escolhido. Será Anton ou o será o garoto esse tal Escolhido? Somente a trilogia poderá revelar.
Uma história não muito complicada, de fato,mas confesso que fiquei um pouco confuso no início, como eu esclareço logo a seguir. Quem acompanha o filme do primeiro ao último minuto, estou certo de que irá entender perfeitamente a história. Nos seus primeiros trinta minutos, o roteiro é confuso e alguns flashbacks enjoativos, um erro que poderia ter sido corrigido, mas se tratando de uma trilogia, não esperaríamos que tudo fosse resolvido no primeiro filme. Outro erro perturbador do filme é a falta de misticismo, que só aparece de vez em quando, ou quando estão lutando ou quando explicam algo. Eu imaginava lutas muito mais emocionantes, mas este é só o primeiro capítulo, então pode ser que Anton lute contra outros vampiros com mais emoção - em compensação, a batalha final é ótima.
Preste bastante atenção na qualidade técnica do filme. Desde a trilha sonora até a competente edição, que são representadas de uma forma eficiente por Yuri Poteyensko e Dmitri Kiselyov até a ótima edição de som e efeitos especiais.
Anton é interpretado por aqui pelo seguro Konstantin Khabensku, que dá vida a um personagem complicado. Duvidando ainda de suas próprias escolhas, Anton ainda tem de encarar um fato que pode comprometer sua vida - e este fato será esclarecido ao final do longa e eu não vou estragar a surpresa revelando ¿ além de ficar muito ferido quase sempre que tenta lutar. O lado das trevas pouco pode fazer aqui, já que é representado por uma vampira que persegue um garoto o filme inteiro.
Enfim, um bom prólogo pra iniciar uma trilogia que promete. Ah e quem sente saudades de O Senhor dos Anéis este filme, mesmo não sendo tão famoso quanto a obra-prima de Tolkien, não tem um final, e sim um simples "continua no próximo filme".

O Galinho Chicken Little (Chicken Little, 2005)
Dirigido por Mark Dindal. Com (versão original): Zach Braff, Joan Cusack, Don Kontts, Garry Marshall, Amy Sedaris, Steve Zahn, Patrick Stewart, Mark Dindal, Kelly Hoover, Connor Matheus, Dara McGarry, Dan Molina, Adam West e Greg Berg. Na versão brasileira: Daniel de Oliveira, Mariana Ximenes, Mário Monjardim, Mauro Ramos, Cláudio Galvan, Sylvia Salusti, Guilherme Briggs, Sérgio Ripper, Pedro Manso, Júlio Chaves, Márcia Morelli e Carlos Gesteira.
Antes de começar a escrever a crítica, uma breve história da decadência da Disney. Começou basicamente em 2001, quando o estúdio resolver levar para as telonas a produção Atlantis - O Reino Perdido, e só se salvou graças ao sucesso merecido de Monstros S.A, só que em parceria com a Pixar. Em 2002, a burrice de fazer uma continuação para Peter Pan que não deu muito Ibope, a tentativa do fraco Planeta do Tesouro e a até que boa bilheteria do bom Lilo e Sitcht. Em 2003 uma outra continuação fora lançada nos cinemas, e tendo o mesmo resultado do que a seqüência de Peter Pan, Mogli, O Menino-Lobo 2 só mostrou o desinteresse da Disney por produções decentes. Mas não seja por isso, desenterrar um personagem carismático sempre dá certo. Não deu muito certo em 2000 - um pouco - com Tigrão de Ursinho Pooh (não seria Poof?), por que não deixar mais uma vez um dos personagens da turma ter seu próprio longa? Sim, Leitão - O Filme foi pior que Tigrão nas bilheterias, e novamente ainda em 2003 a Disney só conseguiu se manter graças ao sucesso estrondoso do ótimo Procurando Nemo, em parceria com a Pixar.
O anunciado dizia: "Disney se despede dos longas tradicionais com Irmão Urso". Estava em tudo que é blog de cinema. Bom, se essa fosse uma despedida, a Disney iria dizer "adeus" em grande estilo. Mesmo com todos os erros citados, o jeito de contar histórias retorna nesse emocionante filme, e diga-se de passagem, é encantadoramente belo. Mas então, pra variar, a burrada em 2004 de fazer mais um filme, sob o título Nem Que a Vaca Tussa, foi um grande equívoco. Detonado pela crítica, pouco visto pelo público e meio que esquecido nas locadoras, mostrou que a Disney persiste no erro. Ainda em 2004, o excepcional Os Incríveis salvou sua vida e mais uma vez, em parceria com a Pixar. Seria este o penúltimo filme da parceria Disney-Pixar, ainda temos Carros que certamente irá se sair bem em 2006, já que possui o selo de qualidade da parceria. Em 2005, tivemos o também mal nas bilheterias Ursinho Poo e o Efalante e agora o fraco O Galinho Chicken Little. Ah, Walt Disney, criadora de verdadeiros clássicos como O Rei Leão, A Bela e a Fera, Aladin, Mulan e Hércules, onde você foi parar?
Desde 2003 eu realmente fiquei em dúvida se a Disney conseguiria lançar um longa de computação gráfica (sem misturas de paisagens reais com animações como fora feito em Dinossauro) sem a Pixar. E ta aí o resultado, não consegue. A qualidade gráfica do filme, em si, é excelente. Desde as cenas de correria e batida até as cenas engraçadas, tudo se mantém na qualidade ideal, claro que eu estou falando da animação e não da produção. Como eu queria escrever: "O Galinho Chicken Little é realmente um filme excepcional". Mas infelizmente, não posso falar isso.
Sabe aqueles filmes que o filho cometeu um erro no passado e agora só quer concertar para o pai ficar orgulhoso? Bom, imagine isso juntamente com alguns diálogos clichês, quando o pai do galinho olha para uma foto do quadro, ele expressa, tristemente: "Oh Clara, se você estivesse aqui as coisas sairiam bem melhor" ou a discussão emocionante no final do filme e o arrependimento do velho, quantos filmes eu já vi com os mesmos elementos? Muitos, isso eu garanto.
Vamos analisar a história: O Galinho Chicken Little acaba tornando a cidade em um caos total quando anuncia que o céu está caindo (!) e depois todos falam que ele está louco. A partir daí, o pai, envergonhado, tem que, além de criar o filho sozinho, pois sua mulher morreu e ainda agüentar as gozações sofridas pelos outros, afirmando que seu filho está louco. Bom, agora some isso a situações exageradas - imaginem que eles fizeram um filme só por causa da loucura do Galinho e as batidas do início do filme são bastante, como vamos dizer, certo usarei o mesmo termo, exageradas demais. Fora aquelas gags de criaturas caindo, pechando umas com as outras, dando de cara com a parede, e assim vai...
Ainda assim, algumas das piadas são originais. Como a cena em que aparece o filme - filme mesmo! - de Indiana Jones e o Templo da Perdição e a referência de King Kong. Em compensação, não posso dizer o mesmo da referência a Sinais, que é muito boba, sem alguma fidelidade. E o visual escolhido para os E.T´s? Alguém se lembra de Guerra dos Mundos, do mestre Spielberg, o que é pior, o filme estreou ainda este ano. Mas talvez seja mais uma homenagem do que uma simples referência, boa a cena em que a Pata Feia entra desesperadamente gritando: "Eles vão invadir! Parece Guerra dos Mundos!."
Bom, há mais pontos positivos no filme. Daniel de Oliveira está excelente como Galinho, humilhando Bussunda e Paulo Vilhena, que respectivamente, deram vida a Shrek no filme que leva seu nome e Oscar em O Espanta Tubarões. Bom, Mariana Ximenes também está ótima, e eu quase não a reconheci no papel da Pata Feia, se não fosse por um momento de desafinação, que entregou sua voz. Porém, Mauro Ramos leva o destaque ao encarnar Pedro Galo, o pai de Chicken Little, que é interpretado por Gary Marshall na original. Cláudio Galvan está forçado demais como o Raspa do Tacho, um personagem engraçado, divertido, que na original é de Steve Zahn, que deve ser bem mais legal. Porém o destaque de todo o filme é do Peixe Fora D'Água, o personagem mais cativante de todo o longa, e ao lado dos Pingüins de Magascar e de Gromit, um dos mais divertidos do ano.
A trilha do filme também é bem legal, as músicas infelizmente, o que não acontecia nas versões brasileiras da Disney, não ficaram tão boas, até tenho que ouvir a original, mas são boas de ouvir. Enfim, a investida da Disney não causou tanta impressão quanto eu queria, mas quem sabe da próxima vez? Em Toy Story 3, quem sabe?

Nome:Diego Rodrigues
Idade: 15
E-mail: diego_0145@hotmail.com
Um Filme : Poderoso Chefão Partes 1 e 2
Uma Música-Tema: Million Voices (Hotel Ruanda)
Uma Trilha Sonora: E.T. - O Extraterrestre (John Williams)
Um Roteiro: Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças
Um Vencedor do Oscar: Poderoso Chefão Partes 1 e 2
Um Injustiçado do Oscar: Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças
Um Filme Nacional: Lavour'Arcaica
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